Quarta-feira, 26 de Agosto de 2009

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A Dona Alzira Na sua cadeira de baloiço parecia esperar visitas. A forma como ela mexia os olhos deixava adivinhar duas coisas; uma é que ia chover a outra a vizita do novo inspector, um tipo chamado Vicente e que vinha tentar acertar um relógio á muito desacertado. O inspector Vicente leu o relatório escrito pelo antigo e defunto inspector, ficou a conhecer alguns dos intervenientes e pensou fazer uma viagem á Áustria para saber o que pensaria o dr Sismundo sobre um crime daquela naturesa e porque sémen nos olhos e não champanhe. O corpo não era percorrido por gotas de champanhe. Se o corpo tivesse sido percorrido por gotas de champanhe o inspector vicente deduziria que se tratava de um conde Francês o autor do crime, mas em virtude de ter sido encontrado sémen nos olhos da vitima chegou o inspector vicente á conclusão que o criminoso negociava com material ard cor. Era imperioso estar de olho sobre todos os consumidores de jornais e revistas de teor pornográfico. Enquanto a Dona Alzira se vai balançando na cadeira e nos seus pensamentos tocam á campainha. - Bom dia minha Senhora - Bom dia inspector, preparei-lhe um chá. - Um chá agradeço. - Tire o casaco vai sentir-se mais á vontade. - A senhora já vive neste bairro á muito tempo. - Sim, desde pequena. - Sempre foi um bairro tranquilo até acontecer aquele crime não foi. - O mundo de um modo geral é um bairro intranquilo. - É verdade. Diga-me a senhora conheceu o falecido inspector? - Ele vinha cá muitas vezes, era apreciador de bacalhau. Ainda guardo fotografias e tenho uma fotografia da pobre com os olhos brancos de neve. - Naquela altura suspeitavasse de quem? - Havia a teoria de que o crime tinha sido práticado por uma pessoa gorda. - E em que é que se baseavam essas teorias. - Alguém tinha visto um homem gordo a rondar o lugar onde tinha sido praticado o crime, suspeitou-se de um policia que costumava adormecer de noite á porta da lavandaria quando ficava bebedo. - Parece que há novas teorias - Que teorias são essas? - Fizeram um novo exame ao sangue da vítima, a senhora já ouviu falar dessa coisa do adn - Vagamente. - Descobriu-se vestígios de cinza misturados no sangue. - Cinza? - O crime pode ter sido cometido por Alguém que fumava uma marca de tabaco Francês. - Quem? - Suspeitasse de um velho trabalhador da fábrica de bicicletas, um tal de Raimundo. - Conheci. - Sabe se ainda está por cá. - Acho que emigrou há alguns anos. - Sabe que ele segundo o que consta assediou a pobre. Assédio sexual. - Terei de vasculhar no meu dicionário. - Posso explicar-lhe. - Explicar-me o que significa assédio?! - Isso. - É um truque que resulta quando se vende fruta. - Que tem a ver. - O assédio é um doce. - Um doce?! - O meu falecido marido assedio-me com flores, sabia que eu gostava de rosas. - E depois? - Depois das flores aquelas coisas intimas. - Não percebo. - O amor é um crime. - A senhora devia escrever livros. - Não faça rir esta pobre. - Vou indo que começa a ficar frio. - Quer uma sopa? - Não, obrigado. O inspector vicente seguiu até ao fim da rua, aquela história pagava-lhe a sobrevivência. - Nas minhas orações apetece-me perguntar…ó Deus quem matou a pobre? Foi o velho trabalhador da fábrica das bicicletas. Enquanto o inspector vicente anda com estas perguntas o faz todas coisas parece divertir-se. - Todos sabemos que foi um polícia gordo. - Não é difícil disse o anjo da informação batendo com as asas no teclado do computador. - Eu estou inocente disse o velho operário da fábrica das bicicletas. - Estás maldosamente inocente disse o canalizador. - Aquilo do assédio foi uma brincadeira. - Não faz mal, eu precisava de um trabalhador de fábrica para completar a minha colecção. - Para ti não passo de uma colecção. - Olha se o céu fosse só habitado por inteligentes, acharia melhor o cheiro do cano esgoto do inferno. - - Aquele inspector faz-me pena, julgasse iguais aqueles agentes secretos, a única coisa secreta nele é o número do calçado, se calhar as posições sexuais e quantas vezes joga no loto falou pelos cotovelos a mulher-a-dias. - Ele quer uma promoção disse o velho inspector. - Com a nova lei da reforma aos 65 anos. - A minha reforma deve ser lá para os 3 mil praguejou Pedro~. O inspector vicente chegou a casa, tirou o sobretudo e ainda vestido deitou-se sobre a cama. Em cima da mesinha de cabeceira estava o telefone. Levantou-se e abriu a torneira do chuveiro, antes foi á cozinha e prepaou um vodka com laranja. Para não ser incomodado desligou o telefone dos fios, sem haver explicação enquanto tomava banho o telefone tocou, saiu da banheira, calçou os chinelos e foi ao quarto - Estranho! pegou nos auscultadores e atendeu. sim! - Sou o policia gordo. - Quem?! - Fui eu que matei a pequena, que lhe deitei sémen nos olhos. - Quem é você, que raio de brincadeira é esta?! - Apanhe um taxi e vá até a avenida dos aliados. - E depois? - Quando lá chegar perto do quiosque flor de liz estou eu vestido de smoking branco. - Acho que não vou perder tempo. - Venha! - Porque irei... Vai conhecer um profissional do crime e do snocker. De repente lembrou-se que tinha sido campeão mundial das três tabelas. - O ultimo campeonato em que participei foi na malasia disse ele para si olhando uma pequena medalha. Entretanto encostado a um spot de publicidade está um tipo gordo de smoking branco, olha para um relógio de bolso. Em casa o inspector olha-se no espelho. - Estou a ver que dormir mal provoca alucinações, que achas que devo fazer ?perguntou dirigindo o olhar á gaiola pendurada no tecto e ao piriquito, achas que devo ir? irei então. O inspector Vicente apanhou um taxi. O transito estava infernal. - Para onde? perguntou o homem. - Rua dos aliados. - Posso pôr musica? - Faça como quizer! - Já leu as noticias? - Ainda não. - Estão a desenterrar um crime antigo, cá para mim deixava tudo como está, não vale a pena mexer na porcaria. - Pode ser. - Onde quer ficar? - Fique uns metros afastado do quiosque. - Está bom aqui? - sim. quanto é? - 10 euros. - tome! - Eis o meu cartão. No mesmo momento o Faz todas coisas está sentado na sua cadeira giratória. Maria da concepção sua secretária dirige-se a ele - Senhor. - sim Maria - Estão lá fora dois gorilas dos serviços secretos. - Da cia?! - Sim - Que querem? - Falar sobre um presumivel atentado. - Isso é no departamento do diluvio - O policia gordo está preparando um atentado. - Isto não é o canal al-zira. - Mando-os entrar? - Acho que temos de neutralizar o policia gordo, evitar que faça explodir a cidade. - Que vais fazer? - Vou enviar o anjo anti minas. - Coitado do novo inspector, faz alguma coisa o pobre corre perigo grita a secretária passando o pano de pó na cadeira giratória. Entram os dois gorilas. - Vocês chama o faz todas coisas - diga! - Desçam á terra e raptem o novo inspector. - E levamo-lo para onde. - enfiem-no numa espelunca tipo alcantara e metam-lhe uns goles de brandy pela garganta abaixo. - Isso é como encher o bandulho a um ganso - Um tiro era mais fácil sugere o mais pequeno dos agentes. - Ainda não está na hora dele. - Ele que beba até se cansar. - Desculpe... beber é pecado não é. - E atrapalhar uma história já alinhavada também é pecado. - Eu podia seduzi-lo, a sedução tem mais poder que a bebida sugeriu Maria.
- Se calhar o melhor é mudar o filme dos acontecimentos.
- Já não o vamos encharcar?
- Não!
- E quais são os planos?
- Vou enviar o anjo amnésia.
- E que vai fazer ele? perguntaram os três
- Vai fazer com que ele pise uma casca de banan e bata com a cabeça no chão.
- Mas isso não é um método divino observa maria da cocepção a secretária.
- Poupa-me a esse discurso sobre a consciência, já basta estar rodeado de um anjo anarquista e receber dois agentes secretos que cheiram a patojoli e andam armados.
- Mas patrão são agentes secretos, era ridiculo pô-los a tocar harpa.
- Quando vivia-mos na terra tinhamos um método para ensinar a cantar.
- Estive a pensar... vou negociar com o cornudo, ele vai fazer o trabalho sujo. Vou enviar o anjo anti-minas e o anjo amnésia para tratarem do policia gordo.
- E nós já não somos precisos, se calhar fizemos mal em não assinarmos contracto com o outro lado.
- Olha que não sei, estavam lá os russos e também os chinezes.
- Tens razão, não me apetece levar com eles.
- Na verdade vocês não dão grande prestigío a este lugar mas já que cá estão.
- Que fazemos?!
- Entreguem as armas ao anjo armeiro
- Todas as armas?!
- Todas.
- Mesmo as pequenas bombas de carnaval, gostamos de ouvir os estalidos.
- E se calhar costumavam camuflar as vossas bombas nas caixas da taparuer.
- Patrão; isso não é uma seita religiosa?
- Eu ouvi que era o nome de uma actriz porno, uma actriz Turca disse a mulher a ias.
- Bem como eu estava a dizer, entreguem as armas ao anjo armeiro, depois desçam á terra e ajudem o anjo anti-minas e o anjo amnésia.
- Vamos exterminar o policia gordo?
- Senhor! grita Pedro o guardador das portas do céu, recebemos um fax.
- Desembucha!
- Faltam 20 segundos para a avenida os aliados ir pelos ares.
- Meu Deus!
- Tu és o Deus!
- Claro que sou, achas-me parecido ao Woody allen, bem não vamos perder mais tempo, ao trabalho.
- Patrão está lá fora o Dr Kelog.
- Ele que volte mais tarde.
- É um psicopata.
- Eu sou o presidente Buch.
- O patrão anda a ler as piadas do indigesto readers.
- Esse Dr kellog devia saber que eu não sou médico da caixa.
- Faz todas coisas faltam dez segundos!
- Que o autor desta história não escreva nem mais uma linha.

Jornal das oito.

Uma bomba de fabrico caseiro foi desactivada por um batalhão de formigas. O senhor Jerónimo pasteleiro da pastelaria guido fala á nossa reportgem.
- Nós costumamos deitar os bolos que sobram no lixo, até reparei num objecto metalico, mas pensei que era uma bomba de água.
- Acha que foi graças ás formigas e ao seu bolo que esta cidade não foi pelos ares?
- É uma prova de que comer doces não estrga tanto os dentes, uma bomba faria estragos piores.
- Obrigado.
- Posso mandar um recado á minha familia que está emigrada em França?
- Se for breve.
- são só 5 mil.

E agora perguntam vocês que aconteceu ao inspector vicente e ao policia gordo. Não saia do seu lugar. voltaremos a qualquer momento

lobo 05

 
 
publicado por relogiodesacertado às 13:20
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Sábado, 15 de Agosto de 2009

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A dança entrou no corpo

e o fogo me agarrou

o sopro fez a palavra

e a terra fez a casa

onde a solidão morou.

 

Quem cortou as asas

e não deixou seguir o trilho

e escreveu nas cartas

que os pássaros são nossos filhos.

 

A dança dos nossos antigos

quando da lua se sabia

que nos campos de trigo

o pão era poesia

cançao de paz e de amigo..

 

A dança entrou no corpo

e o fogo me agarrou

quando a noite desconhecendo

dentro dos olhos ficou

e aos poucos foi nascendo

como um sol nu.

 

Quem cortou as asas

e não deixou seguir o trilho

e escreveu nas cartas

que os pássaros são nossos filhos

 

poeta Duarte

 

publicado por relogiodesacertado às 16:32
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Quarta-feira, 12 de Agosto de 2009

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A chuva nos sapatos... não havia nada de misterioso, podia ser o titulo de um filme, uma canção longa legendada em Francês ou um crime desses idealizados contra a paciencia dos dias. Sou um pobre homem e serve-me a palavra para contestar o meu destino. Á mãe que me fez nascer e ao mundo que me faz sentir incompreendido e indigno deste palco, deste viver do lixo e da caridade. No segundo andar da santa casa a mulher com cara de buldog a Dra Silvia, nome que oiço da boca do segurança.
- Então!... tem se alimentado? parece que está mais magro. E eu que trazia e trago um album de fotos mostrei-lhe todos os caixotes do lixo da cidade.
- Encontro sempre comida e já encontrei livros.
- Temos aqui um intelectual.
E naquele momento o meu pensamento começou a falar em voz alta e chamei-lhe todos os nomes a maior parte deles em francês. A mulher chamou o segurança e eu imaginei-o a bater no peito como os gorilas de sete rios contestando o aumento do passe social.
Trabalho é a palavra mais dificil, quando tento pronunciar é muito trabalho e não há compensação, deitar e levantar, abanar a cabeça para cima e para baixo, para os lados e saber que isto resulta sempre igu al como um cão que sempre levanta a pata para mijar e que sempre faz olhos pateticos para receber o osso, pois vai chegar o momento em que lhe será pago um salário como fazem á Dra Boldogue. Estou a olhar o rio e chega junto a mim o policia municipal.
- Tem licença para pedir, que faz com uma sanita ás costas?
- É para fazer as necessidades
- Já ouviu falar de saneamento basico?!
- Sou um turista, ando sempre em viagem.
- Está a gozar com a minha cara?!
- Tem um ar muito jovem e deve ter muita força, bloquear os pneus de um carro deve ser dificil, ouvi dizer que o mundo é governado por cerebros bloqueados.
- Devia tomar um bom banho
- Trazer uma banheira ás costas ia ser dificil, se eu conseguisse fazer chover, sabe fazer chover é assim... alguém com cara de parvo a olhar para o céu, já tentou a experiência?! os poetas tem essa capacidade, os poetas são doceis e ele olha para mim e eu começo a gritar que ele me está a assediar e que me quer multar por não ter comigo o seguro de sanita turistica.
As pessoas começam a gritar com ele e o coitado olha para o ceu e começa a chover e que merda logo no momento em que me deu a vontade, esta chuva não deixa de ser abençoada, hoje comi feijoada de porco, o porco é o meu signo chinês, gosto de provérbios chinezes, já tive um porco, dei-lhe o nome de um proverbio chines. O meu porco chamavasse quem anda á chuva molhasse. Costumava ler lhe os poemas do mestre apolinair e foi com grande tristeza que o levei ao matador, aquele amigo e irmão era muito saboroso, com outros mendigos fizemos um banquete, nem na mesa de um rei se podia imaginar um prato como aquele ornamentado com rodelas de ananás e vinho do porto, mas a amizade tras sempre desapego e era preciso matar o desejo, confesso que nunca tinha arrotado tanto que até perguntaram se aquilo tinha alguma coisa a ver com a fonetica chineza.
- Estão a gostar pergunto eu, quando era pequeno gostava de comer urtigas, as urtigas são boas para os problemas urinários, eu costumo urinar nas urtigas, já comi porco com urtigas.
- Isso é bom?
- Tem muitas calorias, é uma comida para o inverno.
- A minha irmã é vegetariana, ela gosta de sopa de urtigas, dessas em saquetas, que se vende nos supermercados.
- Já pensei ser vegetariano mas não consigo, também adoro batatas, as batatas são como os acentos na gramática dos paladares, bacalhau com batatas e umas couves de preferência galegas.
- Ontem encontraram morto um transexual, tinha chuva nos sapatos
- Foi crime?
- Parece que a policia descobriu um diário secreto, um diário compremetedor.
- Uma confisão?!
- Parece que foi o amante, a policia chama a este caso a confisão de Lucio.
Volto a olhar o rio, há sempre o momento para o fim de uma história e assim adormeço sem esquecer as minhas orações e as mãos lavadas. Daqui a pouco o tejo vem ter comigo a pedir que desenhe um electrico. Acordo no quarto de hospital, há um gajo com um lençol a tapar-lhe a cabeça, coitado está no matador, o porco vingou-se dele e a solidão não para nunca mais. Á minha volta estão muitos médicos.
- Esse figado está a desfazer-se
- O senhor Doutor pode dizer isso em Francês, o figado a desfazer-se e as flores da minha despedida... costumo escrever poemas, uma noite de lua cheia feri-me, era um golpe fundo, usei a folha dos poemas para estancar o sangue.
- Deixe-me ver o pulso, agora precisa de descansar.
Lá fora está de novo a chover, a sirene das ambulancias toca ensurdeceduramente parece o guincho do porco e nunca isso foi tão parecido á aflição que se pressente antes da morte chegar

Duarte poeta

publicado por relogiodesacertado às 17:37
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